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| Paraolímpiadas Escolares - 2010 |
O ano foi 2006. Aos 13 anos, Tais Bobato descobriu que estava com câncer na perna, osteossarcoma (tumor ósseo mais comum em crianças e adolescentes). Um choque para a menina que sempre amou praticar esportes. No começo, pensava que nunca mais voltaria a pratica – los”, relata a garota que é de Limeira (Interior de SP).
As transformações na vida dessa menina aconteceram um ano depois do diagnostico, a quimioterapia foi inevitável. Seus cabelos começaram a cair, mais sempre vaidosa, Tais passou a colecionar lenços para compor seu visual: “ nunca usei peruca e não gosto muito que as pessoas usem, pois só seremos carecas uma vez na vida, então temos que aproveitar (risos)”, conta, com bom humor. Durante o tratamento, seu peso foi diminuindo e ela chegou a pesar 36 quilos. Mas o mais doloroso ainda estava por vir: “ chorei quando a médica me informou, que teriam que amputar uma de minhas pernas”, desabafa a garota.
| Jogos Abertos 2010 |
Três meses depois, as sessões de quimioterapia encerradas e ela teve a chance de colocar uma prótese, o que lhe deu maior independência. “ Nunca tive vergonha por não ter uma das pernas. Amo minha prótese. Ela representa minha força, garra e liberdade. Posso me locomover, correr e ir e vir sem precisar de ajuda”, diz.
Durante todo esse processo, Tais teve assistência dos médicos do Hospital Boldrini e dos “hospitalhaços”, que visitavam a jovem duas vezes na semana. E foi na natação que ela se redescobria como pessoa. Após terminar as sessões de quimioterapia, Tais voltou a praticar o esporte. Em 2008, um professor convidou para integrar uma equipe e não demorou muito para ela se destacar. “Na minha primeira competição tive bons resultados, então, comecei a treinar e a participar de diversos campeonatos”.
| Vice - Campeã Brasileira Porto Alegre/RS - 2010 |
Hoje aos 18 anos, Tais sabe que amadureceu com o que passou. “Quando soube da doença, logo pensei no sofrimento do meu avo, que faleceu com o tumor que tinha. Mas descobri uma nova vida, que aprendi a valorizar”. Finalizado o Ensino Médio hoje essa vencedora se dedica exclusivamente a natação, em treinos diários que chegam a 5 mil metros. Tais esta entre as duas melhores nadadoras paraolímpicas do Brasil e renova as suas forças a cada dia para alcançar seus objetivos.







