Essa história é muito boa e mostra uma visão impar de como ver a vida!!!!
Em Janeiro de 2006, jogando bola (no gol), tive meu joelho prençado, chutado. Senti uma fisgada mais continuei jogando, 3 dias depois sentia dores que eram aliviadas com Gelol. Depois de algum tempo não adiantava mais, mesmo assim fiquei 7 meses sem procurar ajuda médica. Em 15 de Agosto de 2006, fiz uma artograma de joelho, continuava trabalhando e não aguentava mais de dores no joelho e estava muito inchado. O meu patrão viu e me pediu para ir ao médico que atende os jogadores de basquete da empresa (Winner - concessionária de motos de Limeira), o médico examinou e disse que era água no joelho, tirou 5 seringas, naquela semana fiquei muito melhor, a dor era mínima mais na próxima semana tirou mais 6 seringas e o médico me disse que precisava operar, fazer artroscopia.Passando mais alguns meses dia 30 de Março de 2007 fiz a artroscopia, logo duas semanas depois comecei a fazer fisioterapia, tinha muita dificuldade de dobrar o joelho.
Fiz uma tomografia computadorizada no dia 11 de Junho de 2007, tive varios resultados com a fisioterapia, fui para casa dos meu pais no Rio de Janeiro, 8 horas de viagem,depois de passar 4 dias lá, o joelho inchou até a coxa e a dor aumentou, mais 8 horas de viagem de volta. Chegando suspeitram de trombose, realize vários exames, foi no dia 29 de Junho de 2007 a primeira biópsia de fêmur, cintilografia óssea, fluxo sanguíneo ósseo e ressonância magnética de coxa/joelho esquerdo, todos realizados nesse dia. E a terceira biópsia foi realizada no dia 23 de Junho de 2007, para realizar essas biópsias fiquei internado uma semana. 18 de setembro foi o dia que fiz um exame microscópico, diagnóstico: OSTEOMELITE CRÔNICA (ao telefone o médico disse que era uma bactéria simples).Em Setembro de 2007, fiquei internado um mês, fiz duas raspagens de fêmur, realizei vários exames, HEMOGRAMA, BIOQUIMICA, IMUNOLOGIA, VHS-HEMOSSEDIMENTAÇÃO. Em Novembro tive uma fratura de fêmur, alongando na fisioterapia. Examinaram, foi tirado um raio - X e disse que tinha rompido a fibrose, passado 25 dias fizeram outro raio - X já que a coxa não desinchava e constataram que havia fraturado o osso da coxa. No mesmo dia fui internado para colocar um fixador externo.
Sempre com dores, não conseguia dormir... dia 11 de Dezembro fiz um exame de Anticorpos. Emagreci 15 Kg depois fiz uma biópsia no dia 24 de Dezembro.
Natal e Ano Novo foi tranquilo, mas em Janeiro ao virar na cama, sem nenhum esforço o joelho estralou e a coxa inchou mais ainda. Senti o osso quebrar novamente, fiquei mais 69 dias internado sendo 37 na tração esquelética e o osso deu uma pequena cicatrizada e pude levantar. Nesses dias, fui forçado a nova bateria de exames, Dr. Luciano Raganin me deu alta em Março, mas para retornos quinzenais, o inchasso continuava e fiz mais uma ressonancia magnética, raio - X para sondar as possibilidades de nova intervensão cirurgica, em Abril fomos encaminhados para o ambulatório de infecção do Hospital Dr. Celso Pierro aos cuidados do Dr. José Luiz Zabeu para avaliação. Final de Abril fiz a cirurgia de retirada do fêmur e joelho total da perna esquerda)... 37 dias depois fuiautorizado a andar de cadeira de rodas por 1 hora. Depois desse tempo todo não tinha um diagnóstico concreto sobre a doença, foi encaminhado um material para análise, mais não obtiveram reasultados. Foi encaminhado para os EUA e o diagnóstico, LINFOMA NÃO HODGKIN, os médicos e as famílias ficaram preocupados por ser um câncer malígno e a dois anos alojado no meu fêmur desde o início do tratamento. Na mesma semana a EPTV fez uma entrevista sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e encaminharam meu caso para eles pois queria uma autorização para realizar um transplnate ósseo pelo SUS. Logo depois desse entrevista, o meu transplante ósseo foi autorizado, mesmo assim não poderia esperar mais pois já estava com quase dois meses de internação e teria que fazer algo de imediato. Consegui um patrocínio de uma prótese completa de uma multi-nacional e ao término da cirúrgia vi que minha perna já não estava do mesmo tamanho, diziam que eu teria uma melhor qualidade de vida mesmo com esse encurtamento.Tive alta pela ortopedia mas retornava ao hospital uma vez por mês, para tomar os medicamentos de quimioterapia foi necessario colocar um ponto "portho cath", foram 6 ciclos de quimioterapia.Com o retorno dos meus pais para a cidade de Silvia Jardim - RJ, em Janeiro de 2009, minha vida teve uma grande mudança. Tive que aprender a conzinhar, limpar a casa entre outras coisas, tudo isso para continuar meu tratamento de fisioterapia, sem meu pai para me ajudar na locomoção passei a usar o ônibus coletivo com muita dificuldade, pois necessito de muletas.
No dia 14 de Janeiro de 2009 comecei a fazer hidroterapia na Acquação onde recebi o convite de alguns professores para começar a nadar. No ínicio foi dificil, mas com o passar do tempo fui me adaptando e hoje posso dizer que através da natação consegui ter melhor qualidade de vida e me reintegrar a sociedade novamente, agora com uma deficiência física agradeço o trabalho e desempenho do meu professor Julio Pistarini.
Douglas Aparecido - Robinho
Trabalhar ao lado de pessoas como o Robinho me traz alegria a cada dia, me fazem ter mais vontade a cada dia de levantar a cada dia e caminhar.
Só tenho a agradecer, Robinho muito Obrigado!!!!!